Woody Allen em NY

Woody Allen em Nova York (foto: Colin Swan)

Woody Allen é, sem dúvida, um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Seu estilo é único, caracterizado por um humor ácido e diálogos instigantes que revelam aspectos psicológicos profundos dos seus personagens.

Outra característica marcante do estilo de Woody é a crucial importância das cidades onde se passam as tramas como elemento das suas narrativas. Para citar apenas alguns exemplos, Meia Noite em ParisPara Roma com AmorVicky Cristina Barcelona e Manhattan são alguns de seus filmes em que as cidades são elementos essenciais das histórias.

Woody Allen é, também, um ícone da cidade de Nova York. E como não poderia deixar de ser, entre as cidades escolhidas como cenário para seus filmes, a Big Apple é de longe a mais frequente. Além de Manhattan, diversas outras de suas obras se passam na cidade, como Tiros na Broadway, Tudo Pode Dar Certo, Melinda e Melinda e A Era do Rádio, para citar apenas alguns.

Woody Allen em NY tocando com uma banda de jazz?

Pois bem. Quando marcamos nossa viagem a Nova York, eu como grande admirador logo pensei em buscar formas de aproveitar a passagem pela cidade para conhecer locações ou outras atrações relacionadas à obra de Woody Allen em NY. Então recorri ao Google:

Woody Allen NY

Para minha surpresa, os resultados retornaram o show Woody Allen & the Eddy Davis New Orleans Jazz Band, num certo Café Carlyle, em Manhattan.

What?

Woody Allen tocando com uma banda de jazz num pequeno café ao nosso alcance em Manhattan? Essa atração virou uma obsessão para a viagem e, quando chegamos, reservamos um dia para cumprir a missão de encontrá-lo!

O show acontece no Café Carlyle, que fica dentro do The Carlyle Hotel, no Upper East Side. Um hotel de alto luxo, que já recebeu diversas celebridades e presidentes dos EUA ao longo das suas várias décadas de existência. Este hotel, por acaso, é visto em uma passagem do filme Manhattan, o que nos fez sentir quase dentro de uma obra do Woody! 😀

The Carlyle no filme Manhattan

The Carlyle no filme Manhattan

Um dia dedicado à missão de encontrar Woody Allen em NY

Tentamos fazer uma reserva, mas não foi possível. Então escolhemos uma das datas disponíveis para tentar assistir ao show, que teria início às 20:30 h. Passamos o dia turistando pela cidade, cheios de ansiedade e aguardando a hora de irmos para o local da apresentação.

Pouco antes das 18 h. pegamos um táxi na Broadway e rumamos para o The Carlyle. Ao chegar, cheios de sacolas de compras e um tanto cansados pelo dia de caminhadas e visitas turísticas, nos surpreendemos com a luxuosidade do hotel. Novamente nos sentimos em um filme, com um funcionário de luvas brancas e quepe brilhante abrindo a porta do táxi antes que entrássemos pela porta giratória:

– Bem-vindos ao Hotel Carlyle.

Hotel Carlyle Nova York

Hotel Carlyle Nova York

Chegamos por volta das 18 h. e nos dirigimos ao café. Mas para nossa frustração, um host muito gentil nos informou que “infelizmente havia acabado de vender o último lugar para o show”.

Decepção e desilusão. Mas para justificar a fama dos brasileiros, “que não desistem nunca”, resolvemos que iríamos esperar na entrada, quando a hora do show se aproximasse. Não podíamos ir embora sem cumprir nossa missão de encontrar o Woody Allen em NY.

Como ainda faltava muito tempo para o início, procuramos a Starbucks mais próxima para sentar e relatar no nosso Snapchat (blogqueviagem) os percalços da nossa saga naquele dia. Alguns cafés e cappuccinos depois, voltamos ao hotel e nos posicionamos na entrada do café. Afinal, Woody “teria que passar por ali para entrar”. Teoricamente.

A cada carro que parava na porta do hotel eu pensava o que fazer se o Woody descesse. Ser discreto e tentar uma abordagem mais sutil, que poderia ser ignorada, ou chutar o balde e pular pro lado dele e sair fazendo selfies? Fã é uma espécie que merece ser estudada e melhor não criticar – afinal todo mundo está sujeito a ter um filho fã de alguém.

Eis que surge… George Clooney!

De repente, sai de um dos corredores internos uma mulher linda, acompanhada de um cara meio grisalho. Eu fiquei na dúvida se era mesmo quem eu estava pensando, mas antes que eu pudesse perguntar, a Ju não conseguiu se conter:

– GEORGE CLOOONEY!

Ela até hoje se arrepende do seu ímpeto verbal e fotográfico, que deixou o sujeito meio encabulado e fez sua mulher se colocar numa posição que o mantivesse fora do ângulo de alcance das câmeras. Por isso o melhor registro que ela conseguiu fazer foi a ponta do nariz do cara:

George Clooney e sua esposa, Amal, fugindo das câmeras.

George Clooney e sua esposa, Amal, fugindo das câmeras.

O Woody Allen é mais bonito

Eu, nesse meio-tempo, nem me movi do lugar onde estava. Queria mesmo encontrar o Woody Allen, afinal ele é muito mais bonito que o George Clooney, não é verdade? :p

Mas a missão continuava complicada. O tempo passava… os músicos da banda passavam… mas nada do Woody passar!

Da porta nós conseguíamos ver uma parte do palco, então no momento em que os músicos começaram a se posicionar para afinar os instrumentos, concluímos que o café tinha uma entrada alternativa e ele já deveria estar lá dentro.

Então partimos para o plano C, que era o que nos restava. Guardamos nossas sacolas e blusas no guarda-volumes e nos preparamos para ver nosso alvo um pouco mais de longe, através da porta de vidro do café. Mas todo o esforço pareceu ser em vão quando, minutos antes do início do show, as cortinas da porta foram fechadas.

Neste momento eu já estava admitindo a derrota, mas a Ju insistiu que iríamos conseguir vê-lo pelo menos de longe. Ficamos por ali mais algum tempo, eu já meio abatido pela derrota iminente, inconscientemente nos aproximamos do guarda-volumes, que fica em frente à porta do café, já nos preparando para partir.

De repente, não sei como nem porque, alguém aparentemente abriu a cortina sem que o host percebesse. E foi aí que nós ficamos frente a frente com o Woody Allen!

Woody Allen em NY

Woody Allen em NY

Woody Allen em NY

Woody Allen em NY

Woody Allen

Woody Allen

Não sei que tipo de conjunção cósmica fez com que aquela cortina ficasse aberta por vários minutos. Mas ela ficou, e pudemos ver uma parte do show. É verdade que o encontro não foi exatamente da forma desejada, mas depois de todo o planejamento e esforço, não deixou de ser um prêmio, especialmente pela persistência em ficar ali.

Pra mim, que sou realmente um fã do cara, ver tão perto uma das maiores figuras do cinema mundial foi um momento marcante da passagem por Nova York, e em frações de segundo dessa saga, realmente quase me senti dentro de um filme! 🙂

Isso só acontece nos filmes!

Isso só acontece nos filmes.



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